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Esta página foi atualizada em 2026-05-14 e é revisada periodicamente.
== Definição == A SFMO pode ser definida como uma complexa manifestação patológica subaguda, desencadeada por trauma inespecífico e grave. Desenvolve-se após um hiato variável de tempo em que há aparente estabilidade do paciente. Como exemplos de traumas indutores, podem ser mencionados: politraumatismos acidentais, queimaduras extensas, circulação extracorpórea, contusões pulmonares, múltiplas transfusões, pancreatite aguda, aspiração pulmonar, infecções difusas, entre outros. Em geral, o trauma primário não está anatomicamente associado às futuras lesões multiorgânicas. A SFMO está sempre vinculada a elevada morbidade e mortalidade devido à gravidade da deterioração multiorgânica, que é progressiva e universal, secundária ao desenvolvimento de lesões difusas do tipo isquemia/reperfusão. A deterioração de múltiplos órgãos é evidenciada clinicamente e ocorre de maneira progressiva. A degradação sistêmica, ou seja, o comprometimento fisiológico gradativo dos diversos sistemas ocorre à medida que os vários órgãos entram em desequilíbrio funcional. Entre os órgãos mais atingidos por lesões múltiplas progressivas, estão os pulmões (síndrome da angústia respiratória do adulto, SARA); os rins (síndrome da insuficiência renal pós-traumática); o estômago (úlceras de estresse); fígado (insuficiência hepática pós-traumática); além de lesões cardíacas pós-traumáticas, lesões cerebrais pós-traumáticas, lesões multiglandulares, lesões intestinais, alterações do perfil de coagulação e imunitário, entre muitas outras alterações.
Fontes: pt.wikipedia.org
== História == Em 1958 foi estabelecida a primeira UTI multidisciplinar no mundo, no Baltimore City Hospital e, em seguida, no Presbyterian Hospital, da University of Pittsburgh. Diversos outros hospitais, naquele mesmo ano, estabeleceram serviços semelhantes. Tratava-se de um conceito revolucionário: a adoção de protocolos e técnicas avançadas, bem como a colocação de equipamentos complexos, destinados aos tratamentos de diversas patologias muito graves numa mesma área geográfica do hospital. O critério básico para a admissão dos pacientes críticos seria um prognóstico de mortalidade próximo a 100% se não fossem submetidos a condutas excepcionalmente eficazes. Atualmente, a taxa de mortalidade média das UTIs situa-se entre 12 e 28%. Apesar da redução da mortalidade altamente significativa que ocorreu nas UTIs, certas patologias quase desconhecidas para os médicos de então, começaram a encabeçar os percentuais de mortalidade. Curiosamente, tais lesões não tinham correlação com o local primariamente traumatizado. Essas graves manifestações patológicas começaram a surgir em associação ao prolongamento da vida pós-traumática desses pacientes. Tais patologias eram, principalmente, a SARA, a hemorragias digestiva por úlceras de estresse, a insuficiência renal pós-traumática, a insuficiência hepática pós-traumática, as alterações intestinais, cardíacas, cerebrais, hormonais, hematológicas, inflamatórias, etc.
Fontes: pt.wikipedia.org
Em 1972, Granville Garcia de Oliveira, após seguir por alguns anos, em UTIs, muitos casos clínicos de SFMO, comparando com os achados de suas respectivas necropsias, passou a aventar a possibilidade da ocorrência de uma aberração cibernética do Sistema Nervoso Central, associada à Reação de Alarma que ocorreria em resposta aos traumas. E, com base em trabalho experimental de Maire&Patton (1956), de Oliveira et al. (1974) utilizando a técnica da microneurocirurgia esterotáxica para provocar microlesões eletrolíticas em diversos núcleos do hipotálamo e do trato solitário, lograram reproduzir, em ratos Wistar, múltiplas lesões secundárias idênticas àquelas encontradas nos casos clínicos da SFMO, como a SARA, as úlceras de estresse, as lesões renais, entre outras tantas. Estes resultados reforçaram, de forma insofismável, a possível participação de defeitos cibernéticos do SNC induzidos pela Reação de Alarma como a base da SFMO. Nesse contexto, de Oliveira et al (1975, 1979, 1980) consideraram e verificaram experimentalmente, várias outras possibilidades fisiopatológicas, inclusive a indução pela sepse. No entanto, a sepse só ocorre em apenas 35% dos casos de SFMO, sendo, simplesmente, mais uma modalidade de trauma indutor da Reação de Alarma. Em palestra levada a cabo no Brigham and Women’s Hospital, da Harvard Medical School, em 1981, Granville Garcia de Oliveira evidenciou que o corpo clínico de elevada qualidade daquela universidade não tinha, ainda, tomado conhecimento da existência daquela síndrome.
Fontes: pt.wikipedia.org
E, por isso, foi convidado pelo Diretor do Departamento de Medicina Interna e Cardiologia, Eugene Braunwald, para aprofundar, no seu laboratório, as pesquisas sobre assunto tão palpitante. A nomenclatura desta síndrome assume outras denominações, como síndrome pós-traumática secundária ou síndrome da disfunção de múltiplos órgãos. E, em agosto de 1991, o American College of Chest Physicians/ Society of Critical Care Medicine Consensus Conference assumiu a nomenclatura Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS) assumindo o entendimento consensual da linha infectológica americana, que atribui à sepse a base fisiopatológica da síndrome. Em 1997, o Diretor da School of Medicine of the Tufts University, Louis Lasagna,MD; o Diretor do Food and Drug Administration, Michael Weintraub,MD; o Diretor de Medicine and Cardiology da Harvard Medical School, Eugene Braunwald, MD; o Director da Respiratory Diseases Branch do National Institutes of Health, Joel Moss, MD, entre outros, indicaram o nome de Granville Garcia de Oliveira para o Karolinska Institutet, de Stockholm, para Nobel Prize of Physiology or Medicine, pela descoberta da síndrome da falência de múltiplos órgãos.
Fontes: pt.wikipedia.org
GHK-Cu é resumido aqui a partir de literatura pública: definição, contexto e pontos recorrentes na prática. Informação geral, não aconselhamento médico.
A pesquisa sobre GHK-Cu apoia-se sobretudo em estudos de laboratório e modelos animais; dados clínicos variam conforme a substância.
Pureza e análise (HPLC, espectrometria de massa), reconstituição correta e armazenamento adequado são decisivos.%!(EXTRA string=GHK-Cu)
Nem todos os mecanismos estão demonstrados e um estudo isolado não é evidência global. As questões abertas são sinalizadas.%!(EXTRA string=GHK-Cu)